País
Mitsubishi Fuso já cortou dezenas de empregos e avançou com lay-off no Tramagal
A Mitsubishi Fuso já dispensou dezenas de trabalhadores na fábrica do Tramagal, em Abrantes, afirma fonte sindical à RTP Antena 1. Perante o processo de reestruturação, os funcionários da unidade industrial ficaram em 'lay-off' e os trabalhos ficam suspensos em julho, regressando uma produção menor em setembro.
O Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE-CRSA) afirma que está a concretizar-se o corte de cerca de 40 empregos, a que se juntam contratos temporários. Segundo a agência Lusa, a empresa pretendia assinar, até ao final de julho, acordos para a saída de cerca de 40 trabalhadores efetivos.
No entanto, em declarações à RTP Antena 1, o dirigente sindical Dário Lima explica que esse processo de saídas já terá sido alcançado, podendo o número ser maior.
No entanto, em declarações à RTP Antena 1, o dirigente sindical Dário Lima explica que esse processo de saídas já terá sido alcançado, podendo o número ser maior.
"Já chegou a acordo com os trabalhadores por rescições de mútuo acordo", afirma, "com uma média de 40 trabalhadores", acrescentando que as saídas podem crescer: "Entretanto a empresa já anunciou que continuam abertos, quem se queira juntar e chegar a esse acordo".
Questionado, afirma que "até ao dia de ontem [30 de junho] esse programa foi cumprido, podendo agora prolongar-se". Sem números concretos, "quase de certeza que os 40 trabalhadores foram atingidos até ao dia de ontem".
Tratam-se de dezenas de colaboradores dispensados, pois junta-se a este grupo um total de 25 a 30 trabalhadores temporários que viram os contratos chegarem ao fim a 30 de junho, segundo Dário Lima.
Esta unidade de produção automóvel enfrenta uma redução de custos para manter a sustentabilidade da fábrica, segundo foi apresentado aos trabalhadores. Havendo obras no complexo industrial este mês e no próximo, prevê-se também em julho a suspensão da produção e um lay-off de 267 trabalhadores (medida que permite reduzir os horários de trabalho temporariamente ou, neste caso, suspender contratos de trabalho).
Após o fecho da fábrica em agosto para férias, a produção regressará em Setembro, mas com menos veículos produzidos: serão 20 unidades diárias. "A empresa diz que é o limite mínimo para um bom funcionamento da empresa, abaixo disto que deixa de ser rentável a empresa estar em funcionamento", relata, sublinhando que a empresa já teve a produção de outros modelos no passado.
Enfrentando uma "crise empresarial temporária", a fábrica do Tramagal atravessa um processo de reestruturação associado à evolução da gama de veículos produzidos, com impacto no volume de produção, escreve esta quarta-feira a agência Lusa.
Posicionada junto à linha ferroviária por onde passam os serviços regionais da Beira Baixa e do Leste, a unidade vai manter a produção de modelos de maior dimensão e da versão elétrica eCanter. No entanto, fica sem as versões da Canter a gasóleo até 3.500 quilos para o mercado europeu.
Posicionada junto à linha ferroviária por onde passam os serviços regionais da Beira Baixa e do Leste, a unidade vai manter a produção de modelos de maior dimensão e da versão elétrica eCanter. No entanto, fica sem as versões da Canter a gasóleo até 3.500 quilos para o mercado europeu.